pausa zz
o ziguezague está mudando. voltaremos em janeiro, com novos traçados na 10ª edição. ou a qualquer momento, em edição extraordinária
timtim!
zz dia 4 | mostra de documentários
para finalizar o zz 9a edição, foi exibido na mostra de documentários o filme “O prisioneiro da passagem” do diretor, psicanalista, fotógrafo e escritos Hugo Denizart.
Depois da exibição do filme, a conversa foi intensa com o diretor. aqui (e no canal do zz no youtube)você pode conferir um pouco da conversa com Denizart.
sala lotada. calça, camisa, peças de alfaitaria usadas sobre as mesas do atelier do MAM. primeiro, repensar a roupa como forma e lugar no manequim e/ou corpo. depois, recortar, reestruturar a peça, desmembrar formas da calça, da camisa, que são tão marcadas pelas formas do nosso prórpio corpo. respensar o uso e a forma é o que a Agus Comas propões para sua oficina no zz. Agus, que tem sua marca própria a IN.USE, em parceria com a também uruguaia, Ana Piriz, que tem exatamente a proposta da oficina.
ninguém queria parar, cada reconstrução feita no manequim era fotografada e ao final todos conferiram no telão seu processo e seus resultados.
zz dia 4
Nesse último dia da 9a edição do ziguezague, foi a vez do grupo de estudos GEzz começar a fala. Coordenado pela Cristiane Mesquita, curadora do zz, na Anhembi Morumbi, onde a Cris é docente, o GEzz vem há um ano investigando o conceito “ziguezague” proposto pelo filósofo francês Gilles Deleuze em seu abecedário (aqui link no youtube). Partindo de suas abordagens sobre criação em arte e filosofia, o grupo procura em suas pesquisa, interfaces do campo da moda com outros campos do conhecimento, assim como suas reverberações.
A apresentação do grupo foi um estrondo sensível, entre os ziguezagues na fala das três participantes (Marion Velasco, Juliana Bertolini, Thais Graciotti), das imagens ao fundo, e entre os campos que elas relacionadm à moda em suas pesquisas: biologia, paisagem urbana, skate, design, movimento, etc.
* foto: Regina Golden Barbosa
Continuando os desvios da moda, e ainda lembrando da criação-vida-gestualidade — temas que andaram em debate nesses últimos dias — ao microfone, Rosane Preciosa, pesquisadora de moda e design. Traz nomes, e a fala, de algumas figuras como Jardelina da Silva (documentário exibido no primeiro dia do zz), Stela do Patrocínio e Lydia Francisconi. Figuras que tem em comum passagens por hospitais psiquiátricos, mas que reinventam a si mesmas, no cotidiano da loucura, criando seus desvios cada uma a seu modo: na escrita, na roupa, na fala, …
dia 3 | oficina Impossível possível: conexões sonoras
A oficina Impossível possível: conexões sonoras foi realmente de despertar os sentidos. A Daina Leyton que é coordenadora do setor de acessibilidade do MAM-SP e Leonardo Castilho, educador e produtor cultural do MAM-SP, trouxeram vídeos sobre festas que acontecem na Holanda, onde tudo (do som super alto ao piso que treme) é feito para surdos, embora seja aberto para todos como experiência sensorial (O próprio Leonardo, organiza aqui em São Paulo uma festa similar!). E a proposta foi que os próprios particpantes da oficina criassem um espaço para esse dancing sensorial ali no ateliêr. Foi lindo, caminhar pelos caminhos que espetavam, acariciavam seu pé, fazia barulho… e enquanto tudo isso acontecia, ainda tinha uma dj (a super bacana Lisa Bueno) e um aroma-jockey!
ao final os participantes quiseram usar vendas na atividade para explorar outros sentidos. luz apagada, lanternas para efeitos de luz… ficou com vontade de dançar nessa pista né? confira alguns vídeos e fotos para “sentir” a oficina:
*********** aqui alguns links para os mais curiosos:
Filme do Corposinalizante sobre a vida dos surdos : http://www.youtube.com/watch?v=DBpojtfTE_8
Programa Login, Tv Cultura sobre a organização da balada Vibração: http://www.tvcultura.com.br/login/videos/reality/2010-08-25/29746
dia 3 | oficina sentidos paralelos
A oficinaSentidos paralelos do designer e pesquisador Geraldo Lima ficina foio textura pura. Geraldo, que vêm pesquisando roupas sensíveis aos cegos, em suas texturas e formas, trouxe como proposta para sua oficina no ziguezague que visão e tato trabalhem juntos na experimentação de estampas em relevo, sobre papepel e tecido, usando diversas técnicas.
olha que delícia os participantes colocando a mão na massa:
zz dia 3
O 3o dia de zz começou com a exibição dos desfiles incríveis de Lino Villaventura [primavera/verão 2009] e Ronaldo Fraga [outono/inverno 2010]. A pesquisadora em design e moda Fanny Feigenson começou sua fala comentando sobre o bardado e as nervuras do Lino , e como remete a uma memória não só do prórpio material como brasileira. Relacionou a materialidade e algumas temáticas em torno dos desfiles com alguns de seus trabalhos nas artes que trazem questões da feminilidade, sexo, beleza.
Na seqüencia, a escritora e crítica de arte, Veronica Stigger, traz um figurino feito por Malevich comparando com as contruções e o uso da cor no desfile do Lino Villaventura. Ao comentar sobre o desfile do Ronaldo Fraga, ela lembra da relação Pina Baush (tema da coleção) e Caetano Veloso (trilha da coleção), do estranhamento que é pontuado pela música e falta dela (típico dos espetáculos de Pina), e a confusão de gênero homem/mulher, completamente não-identificado como o próprio título do desfile já acusa.
um pouquinho da fala da Veronica Stigger na mesa do dia:
dia 4
29 JAN | sábado
11h-13h | Auditório: Conversas Transversais – Vidas em processo
Comentários: Grupo Gezz (Juliana Bertolini, Marion Velasco, Thais Graciotti)- Grupo de estudos ziguezague (mestrado em design da Universidade Anhembi Morumbi) e Rosane Preciosa (pesquisadora em design e moda). Mediação: Eduardo Motta (editor e consultor de moda)
****** * O grupo de estudos ziguezague (GEzz) é pautado pela investigação de transversalidades produzidas no âmbito de teorias e práticas do Design de moda. A partir de reflexões em torno do conceito de “ziguezague”, assim como proposto pelo filósofo francês Gilles Deleuze e partindo de suas abordagens sobre criação em arte e filosofia, pesquisaremos interfaces do campo da moda com outros campos do conhecimento, assim como suas reverberações.
14h-17h | Ateliê: Oficina Transitiva – Desconstrução/reconstrução: A ressurreição das roupas
IN.USE por Agus Comas (estilista)
A oficina propõe descontextualizar, desconstruir e reconstruir roupas buscando diferentes formas de conceber sua constituição. Estimula a percepção do corpo como escultura cinética e a tomada das roupas, em si mesmas, como inspiração.
14h | Auditório: Mostra de documentários – Universos paralelos
O Prisioneiro da Passagem (dir. Hugo Denizart, 1982 – 30’)
Conversa com o diretor Hugo Denizart
A trama é inspirada na história verídica de Arthur Bispo do Rosário. Vítima da esquizofrenia, ele viveu décadas em instituições psiquiátricas, assombrado por misticismos e alucinações. No período em que passou na Colônia Juliano Moreira, produziu um acervo de bordados, estandartes e assemblages que conquistaram o Brasil e o mundo.
Nessa 9a edição do ZIGUEZAGUE que acontecerá de 26 a 29 de JANEIRO de 2011 [ quarta a sábado no MAM] a entrada será GRATUITA para Desfiles Incríveis (180 vagas), Conversas Transversais (180 vagas) e pela primeira vez, também para Oficinas Transitivas (20 vagas).
Serão distribuídas SENHAS COM 1 HORA DE ANTECEDÊNCIA PARA TODAS AS ATIVIDADES DO EVENTO.
Local: Auditório e ateliê do Museu de Arte Moderna de São Paulo, Parque do Ibirapuera.
Mais informações: ziguezague@mam.org.br e 5085.1313 com Viviane Moutinho.
Programação detalhada também nos sites www.mam.org.br e www.sp.senac.br
ZIGUEZAGUE
9a edição – JANEIRO 2011
26 a 29.01 | quarta a sábado
Local: Auditório e ateliê do Museu de Arte Moderna de São Paulo, Parque do Ibirapuera.
Entrada gratuita para Desfiles Incríveis (180 vagas), Conversas Transversais (180 vagas) e Oficinas Transitivas (20 vagas). Senhas distribuídas com uma hora de antecedência para todas as atividades do evento.
Informações: ziguezague@mam.org.br e 5085.1313 com Viviane Moutinho.
Programação detalhada a partir do dia 17.12.10 nos sites www.mam.org.br e www.sp.senac.br e no blog http://ziguezagueblog.wordpress.com.
PROGRAMAÇÃO
26 JAN | quarta-feira
10h30 | Auditório: Abertura
11h-13h | Auditório: Conversas Transversais – Elke Maravilha
Mediação: Déborah de Paula Souza (jornalista) e Cristiane Mesquita (pesquisadora em design, moda e arte contemporânea)
14h-17h | Ateliê: Oficina Transitiva – Traduções
Maurício Ianês (artista plástico e stylist)
A partir de exemplos dos processos de criação de Maurício Ianês em arte e moda, assim como de diálogos com trabalhos de outros artistas e designers, a oficina pretende desenvolver, com a participação do público, possibilidades de intersecções, passagens e traduções na arte, moda, literatura e situações do cotidiano, experimentando-as em possibilidades de criação.
14h | Auditório: Mostra de documentários – Universos paralelos
Jardelina da Silva: Eu mesma (dir. Cristiane Mesquita, 2006, 55’)
Conversa com a diretora Cristiane Mesquita
27 JAN | quinta-feira
11h-13h | Auditório: Desfiles Incríveis – A Noite dos Desesperados
Alexander McQueen – primavera/verão 2004
Comentários: Dante Marcello Gallian (docente e diretor do Centro de História e Filosofia das Ciências da Saúde da EPM-UNIFESP) e Luciano Bedin da Costa (psicólogo e doutor em Educação)
Mediação: Suzana Avellar (pesquisadora em moda e novas tecnologias)
14h-17h | Ateliê: Oficina Transitiva – Generator: deformador digital para construção de roupas
Julia Valle (estilista)
A oficina explora e exercita a modelagem plana para a criação e a produção de roupas e objetos, realizadas a partir do software Generator. Estimula a renovação de processos criativos que considerem variáveis como flexibilidade, improviso e acaso.
14h | Auditório: Mostra de documentários – Universos paralelos
Gentileza (dir. Dado Amaral e Vinícius Reis, 1994 – 9’20’’)
Porr Gentileza (dir. Dado Amaral, 2002 – 14’10’’)
Conversa com o diretor Dado Amaral
28 JAN | sexta-feira
11h-13h | Auditório: Desfiles Incríveis
Lino Villaventura – primavera/verão 2009, Ronaldo Fraga – Objeto não identificado e Pina Bausch – outono/inverno 2010
Veronica Stigger (escritora e crítica de arte) e Fanny Feigenson (pesquisadora de desing e moda)
Mediação: Patricia Sant’Anna (pesquisadora de moda)
14h-17h | Auditório: Oficina Transitiva – Sentidos paralelos
Geraldo Lima (designer e pesquisador)
A oficina propõe que visão e tato trabalhem simultaneamente na construção de estamparia em relevo, sobre papel ou tecido, com o uso de técnicas como colagem, bordado e pintura, sobre materiais diversos.
14h-17h | Ateliê: Oficina Transitiva – Impossível possível: conexões sonoras
Daina Leyton (Coordenadora do Setor de Acessibilidade do MAM-SP) e Leonardo Castilho (Educador e Produtor Cultural do MAM-SP)
Explorando os aspectos visuais e sensoriais, o corpo vibra, fala e se comunica. A oficina propõe uma reflexão sobre diversas conexões e linguagens artísticas que transcendem o senso comum e conectam os cinco sentidos. Para diferentes sons, os participantes produzirão imagens em fotografia ou vídeo.
29 JAN | sábado
11h-13h | Auditório: Conversas Transversais – Vidas em processo
Grupo Gezz (Juliana Bertolini, Marion Velasco, Thais Graciotti)- Grupo de estudos ziguezague (mestrado em design da Universidade Anhembi Morumbi) e Rosane Preciosa (pesquisadora em design e moda). Mediação: Eduardo Motta (editor e consultor de moda)
14h-17h | Ateliê: Oficina Transitiva – Desconstrução/reconstrução: A ressurreição das roupas
IN.USE por Agus Comas (estilista)
A oficina propõe descontextualizar, desconstruir e reconstruir roupas buscando diferentes formas de conceber sua constituição. Estimula a percepção do corpo como escultura cinética e a tomada das roupas, em si mesmas, como inspiração.
14h | Auditório: Mostra de documentários – Universos paralelos
O Prisioneiro da Passagem (dir. Hugo Denizart, 1982 – 30’)
Conversa com o diretor Hugo Denizart
youtubezz
conheça nosso canal no youtube e veja mais vídeos de alguns momentos do zz
zz dia 2 | desfiles incríveis
A mesa do segundo dia foi ziguezague potente, daquelas que te deixa zonzo.
Exibido no telão, A noite dos desesperados, desfile primavera/verão 2004 do Alexander McQueen, ganhou mais dramaticidade ainda.
Filosofia e literatura pairavam sobre as discussões que partiram da vida, obra e morte de McQueen, e o niilismo em torno da carga dramática do desfile. Ambos trouxeram nomes de autores e livros incríveis para trasversalidades com a moda.
fica aqui um trechinho da fala do Luciano Bedin:
zz dia 2 | oficina julia valle
Hoje na oficina da Julia Valle, generator, foi dia de mão na massa. Julia trouxe várias moldes feitos pelo programa “generator” , usado em sua coleção de 2009 (saiba mais sobre o programa e a coleção aqui), que “erra”, ou, deforma a modelagem da roupa. Depois cada participante escolheu seu molde “deformado”, para construir a roupa no corpo de outro participante e/ou no manequim. Exercício que requer ousadia para lidar com o acaso das formas inesperadas.
Julia com colar da sua última coleção apresentada no fashion rio
zz dia 2 | mostra de documentários
Com a temática Universos paralelos, a mostra de documentários do ziguezague seguiu hojecom filme Gentileza (dir. Dado Amaral e Vinícius Reis, 1994 – 9’20’’) e Porr Gentileza (dir. Dado Amaral, 2002 – 14’10’’), ambos do diretor Dado Amaral. A conversa com o Dado foi super informal mas deu continuidade a intensidade do filme.
Gentileza: Documentário sobre o Profeta Gentileza, um “louco de Deus” que viveu no Rio de Janeiro e pregou por todo Brasil sua mensagem anti-capitalista, ecológica, social e religiosa, cujo ponto de partida é a máxima “Gentileza gera gentileza”. O depoimento de Gentileza, sua atuação nas ruas do Rio de Janeiro e o registro de sua obra pictórica são os grandes atrativos do filme.
Porr Gentileza: Documentário sobre uma experiência: diretor incorpora seu personagem, o Profeta Gentileza, e vai para a rua captar as reações do povo carioca. O “lado B” da cidade, espaço de atuação de um dos personagens mais marcantes do Rio de Janeiro, o Profeta Gentileza.
dia 3
28 JAN | sexta-feira
11h-13h | Auditório: Desfiles Incríveis
Lino Villaventura – primavera/verão 2009
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Ronaldo Fraga – Objeto não identificado e Pina Bausch – outono/inverno 2010
Comentários: Veronica Stigger (escritora e crítica de arte) e Fanny Feigenson (pesquisadora de desing e moda)
Mediação: Patricia Sant’Anna (pesquisadora de moda)
14h-17h | Auditório: Oficina Transitiva – Sentidos paralelos
Geraldo Lima (designer e pesquisador)
A oficina propõe que visão e tato trabalhem simultaneamente na construção de estamparia em relevo, sobre papel ou tecido, com o uso de técnicas como colagem, bordado e pintura, sobre materiais diversos.
14h-17h | Ateliê: Oficina Transitiva – Impossível possível: conexões sonoras
Daina Leyton (Coordenadora do Setor de Acessibilidade do MAM-SP) e Leonardo Castilho (Educador e Produtor Cultural do MAM-SP)
Explorando os aspectos visuais e sensoriais, o corpo vibra, fala e se comunica. A oficina propõe uma reflexão sobre diversas conexões e linguagens artísticas que transcendem o senso comum e conectam os cinco sentidos. Para diferentes sons, os participantes produzirão imagens em fotografia ou vídeo.
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DAINA LEYTON é coordenadora do Setor de Acessibilidade do MAM-SP que cuida que o museu seja um espaço sem barreiras, sejam elas físicas, sensoriais ou intelectuais. Com um amplo trabalho que conecta diferentes linguagens artísticas, realiza programas para o público diverso que trabalham as diferenças como potencialidades. Idealizou e coordenou programas como o “Projeto Irradiando”, “Projeto Divercidade” “Semana Cultural Sinais na Arte” e co-idealizadora e realizadora dos eventos “I Encontro de Acessibilidade em Museus” “Copa da Inclusão” e “Movimento Luzcidade”. É DJ Residente da Balada Vibração.
FANNY FEIGENSON GRINFELD é graduada em Comunicação e Artes pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (1974), mestrado em Comunicação e Artes pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (1996) sob orientação de Teixeira Coelho e doutorado em Poéticas Visuais pela Universidade de São Paulo (2003), sob orientação de Carlos Fajardo. Atualmente é professora e pesquisadora, no curso de Design da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Desenvolve trabalhos de Arte nas áreas Moda, Design, Instalações e Intervenções Públicas.
GERALDO LIMA é designer e pesquisador. Graduado em Desenho Industrial pela UEMG – Universidade do Estado de Minas Gerais. Designer de moda e figurino, com especialização em Moda, Arte e Cultura e Mestre em Design, com a pesquisa das relações entre os deficientes visuais e a moda, pela Universidade Anhembi Morumbi, onde também é professor do curso de Design de Moda. Proprietário da CASA3 – Espaço de Ideias e da marca URANIO.
LEONARDO CASTILHO é educador do Museu de Arte Moderna de São Paulo, modelo e performer. É idealizador da “Balada Vibração” :festas anuais que reúnem em torno de 1000 pessoas surdas de todo o Brasil. Participou da realização da I Semana Cultural Sinais na Arte, evento que envolveu todos os museus que têm acessibilidade ao público surdo, por meio de atividades de diversas linguagens artísticas.
PATRICIA SANT’ANNA é Dra em História da Arte, Ms em Antropologia Social. É pesquisadora-fundadora do Grupo de Estudos em Arte, Design e Moda (Unicamp) e estuda as relações entre as áreas de História da Arte, Design e Moda, Museologia (Textêis e Vestuário). Profissionalmente atua com Pesquisa de Tendências Criativas para Design de Moda, Design, Beleza, Jóias e Bijuterias. Atualmente é docente nos cursos de pós-graduação e graduação da Universidade Anhembi Morumbi e ESAMC (Campinas).
VERONICA STIGGER é escritora, professora e crítica de arte. Doutorou-se pela ECA USP, com tese sobre a relação entre arte, mito e rito na modernidade. Em seus pós-doutorados junto à Università degli Studi di Roma “La Sapienza” e ao MAC USP, estudou as experiências de Flávio de Carvalho e a série Amazonia de Maria Martins. É professora junto à Pós-Graduação em História da Arte da FAAP e colunista do programa Entrelinhas da TV Cultura. Como escritora, possui quatro livros publicados: O trágico e outras comédias (Coimbra: Angelus Novus, 2003; Rio de Janeiro: 7Letras, 2004), Gran Cabaret Demenzial (São Paulo: Cosac Naify, 2007), Os anões (São Paulo: Cosac Naify, 2010) e o infantil Dora e o sol (São Paulo: 34, 2010).
mostra documentários
Às 14hs foi exibido o documentário Jardelina da Silva: Eu mesma (2006, 55’) , com direção da Cristiane Mesquita, também curadora do evento.
Jardelina de Bela Vista do Paraíso, interior do Paraná, estava com 73 anos durante as filmagens, era viúva, ex-costureira e analfabeta. Com histórico de várias internações em hospitais psiquiátricos, vivia em sua casa, sem o uso regular de medicação. Costurou por mais de 10 anos trajes especiais para seu prórpio uso, os quais, segundo ela, contam sua própria his’toria e algumas passagens da história do mundo. Tais relatos autobiográficos Jardelina usa em casa e nas ruas e registra com o fotógrafo da cidade.
zz dia 1 _ oficina
O stylist e artista plástico Maurício Ianês, propôs a conversa, ou melhor a comunicação, ou a falta dela, para sua oficina (lotada!) nesse primeiro dia de ziguezague. Temática recorrente em seus trabalhos Maurício trouxe imagens de alguns deles e de várias de suas referências para trabalhar a ideia de linguagem e o sentido/sensação da imagem.
Finalizou a oficina lindamente com esse vídeo com texto do Beckett:
dá uma conferida na fala do Maurício falando sobre linguagem:
zz dia 1 ||||||||||| elke maravilha
Enquanto todos aguardam os 10 minutos para às 11hs, já se escutam gargalhadas altíssimas. Ela já sobe no palco avisando que precisa desligar o celular. Senta, mas continua a falar e quase sempre termina com uma risada daquelas. Elke Maravilha. Elke, mulher Maravilha, como o poema de Itamar Assunção que ela mesma leva para arrematar a conversa de mais de uma hora, que pareceram coisa de 15 minutos.
Ela não só chega com seus dread locks loiríssimos, mas com toda sua inspiração animal, bolsa de pele, chapéu de tigre… lembrando na sua própria fala o quanto Deus errou nos humanos e acertou em todos os animais. 65 anos de sabedoria e insubmissão às regras e padrões, Elke abriu a 9a edição do ziguezague com toda sua irreverência. Contou sobre sua descendência viking, compartilhou detalhes sobre seus 8 (sim, oito!) maridos, falou sobre suas parcerias artísticas, astrologia, drogas, beleza, política e o quanto o homem está emburrecendo, ao se referir a uma matéria levada pela Déborah de Paula Souza, onde um pastor critica a não só o ato de maquiar, como linha de maquiagem da Elke, e a própria, associando ao diabólico. Gargalhadas, claro.
Alguns momentos da Elke no ziguezague
ziguezague no facebook e no twitter
dia 2
27 JAN | quinta-feira
11h-13h | Auditório: Desfiles Incríveis – A Noite dos Desesperados
Alexander McQueen – primavera/verão 2004
Comentários: Dante Marcello Gallian (docente e diretor do Centro de História e Filosofia das Ciências da Saúde da EPM-UNIFESP) e Luciano Bedin da Costa (psicólogo e doutor em Educação)
Mediação: Suzana Avellar (pesquisadora em moda e novas tecnologias)
14h-17h | Ateliê: Oficina Transitiva – Generator: deformador digital para construção de roupas
Julia Valle (estilista)
A oficina explora e exercita a modelagem plana para a criação e a produção de roupas e objetos, realizadas a partir do software Generator. Estimula a renovação de processos criativos que considerem variáveis como flexibilidade, improviso e acaso.
14h | Auditório: Mostra de documentários – Universos paralelos
Gentileza (dir. Dado Amaral e Vinícius Reis, 1994 – 9’20’’)
Porr Gentileza (dir. Dado Amaral, 2002 – 14’10’’)
Conversa com o diretor Dado Amaral
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DADO AMARAL, poeta carioca, trabalha com cinema, teatro e educação. Escreveu e dirigiu nove curtas-metragens, entre eles Gentileza (1994) e Porr Gentileza (2002). Um dos criadores do Boato, coletivo de poetas e banda que atuou por 10 anos no Rio, lançando o CD Abracadabra pela WEA em 98. Olho nu, seu primeiro livro, foi publicado pela ed. Mundo das Ideias em 2008.
DANTE MARCELLO GALLIAN é historiador e Doutor em História Social pela FFLCH-USP, com pós doutoramento pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris, França, onde também foi Professor Visitante. Atualmente é Docente e Diretor do Centro de História e Filosofia das Ciências da Saúde (CeHFi) da Escola Paulista de Medicina (EPM) da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).
JULIA VALLE é comunicadora visual formada pela UFMG e Estilista pela Designskolen Kolding (Dinamarca), Julia Valle atua em diversas áreas das artes aplicadas. Trabalhou ao lado de grandes nomes da moda nacional e internacional, como Alphorria, Printing, Faven, Henrik Vibskov (DK), Redley e Maja Mehle (Eslovênia) e teve coleções expostas em galerias dos Estados Unidos, Brasil e Eslovênia. Agora,entre o Rio de Janeiro e Belo Horizonte, desenvolve trabalhos autorais e comerciais no atelier Casa Ramalhete. Seu principal foco em estilo recai sobre a pesquisa e investigação de novos processos na criação e produção de indumentária, tendo desenvolvido novas técnicas como a modelagem-livre e como suporte técnico, o software Generator.
LUCIANO BEDIN DA COSTA é professor de psicologia e Doutor em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. Organizou, em co-autoria, o livro Vidas do Fora: habitantes do silêncio (Editora da UFRGS, 2010). É coordenador da Coleção Nota Azul, voltada à publicação de autores e textos menores. É responsável pelo projeto “Cartografias Infantis: a cidade pela criança / a fotografia pela infância”, financiado pela Fundação Nacional de Artes – FUNARTE. Ávido leitor de Nietzsche, apaixonado por Roland Barthes e fiel discípulo de todo pensamento violentado pela vida e criação.
SUZANA AVELLAR é formada em desenho de moda pela Faculdade Santa Marcelina, mestrado e doutorado pela Comunicação e Semiótica da PUC-SP. Foi curadora do projeto “A mão na moda” do Museu A CASA no ano de 2001. É autora do livro “Moda, globalização e novas tecnologias”, da Estação das Letras e Cores. Atualmente é professora no curso Têxtil e Moda e vice-coordenadora do mestrado Têxtil e Moda da USP-Leste.





















































































































